A propósito do falecimento de Mário Soares, figura incontornável da sociedade portuguesa, volto a publicar este texto, originalmente escrito a 8 de Março de 2013:
Apesar da minha paixão por nomes compridos e fortes, também aprecio muito os nomes discretos. Já tenho falado aqui de alguns e hoje chegou o dia de
Mário, que deriva do latim "
marius" e significa "relativo ao deus Marte". Antes mesmo de começar a escrever, tentei pensar na quantidade de Mários que conheço pessoalmente e concluí que não são muitos. Brinquei, em pequenita, com o meu vizinho
Márinho mas, depois disso, tive de esperar quase quinze anos para conhecer outro. Contudo, depois, pensando nos Mários espalhados pelo país, percebi que é um nome muito marcante na nossa sociedade e que, a meu ver, tem tudo para nos encantar, outra vez. E digo "outra vez" porque, por curiosidade, espreitei os dados informais do
SPIE, que indicam que, até 1979, Mário se manteve bem acima dos 500 registos, sendo o seu melhor resultado no ano de 1962, com 1463 registos. Em 1990, Mário ainda estava no top 30, em 2000 no top 50 mas, entretanto, em 2016, ficou-se pela 68.º posição do ranking, com 69 registos.
De certa forma, acho que são números bastante positivos, já que os nomes mais procurados para meninos são tão diferentes deste simples e recatado Mário. Além do mais, penso que é o tipo de nome que não ficou saturado e, retomando a ideia de que está na altura de o olharmos com mais carinho lembro, que a partir de 1970, Mário foi, de certa forma, substituído por Marco, o que fez com que não ficasse conotado como "nome dos anos 80". Para mim, Mário partilha do estilo de Artur, Raúl, Tomé, José ou César. Não dão nas vistas, mas não deixam de ser agradáveis ao ouvido! Acham usável ou não?